Discours d’ouverture de Julião Mateus Paulo

Réunion du Comité Afrique de l'IS, Luanda, Angola, 12-13 décembre 2017


Estimados Camaradas,

Minhas Senhoras e meus Senhores,

Sejam bem-vindos à Angola e auguramos que tenham uma boa estadia e sintam-se como estivessem nos vossos próprios países. Sugerimos que desfrutem da hospitalidade do nosso povo e vivam as nossas realizações que visam acima de tudo proporcionar aos angolanos e aos estrangeiros residentes em Angola e os que nos visitam, melhores condições de vida.
É, pois, com enorme satisfação e de coração aberto que vos acolhemos nessa nossa modesta cidade de Luanda.
Após a afiliação do nosso Partido à Internacional Socialista, é a 3ª vez que o nosso país acolhe eventos desta prestigiada organização internacional, a maior organização mundial de Partidos Políticos e fazemo-lo pelo reconhecimento da sua grande importância na abordagem e contribuição para os grandes temas da actualidade internacional na perspectiva da visão política e dos valores ideológicos dos Partidos que integram a Internacional Socialista.

Estimados Camaradas,

Minhas Senhoras e meus Senhores,

Esta reunião realiza-se num momento muito particular da história do nosso país. No passado mês de Agosto e no quadro da regularidade democrática, realizamos as eleições gerais, na qual participaram cinco Partidos Políticos e uma Coligação de Partidos Políticos que foram ganhas pelo nosso Partido e o nosso candidato, Camarada João Manuel Gonçalves Lourenço, com 61% dos votos. Com estas eleições,

se deu início a um novo ciclo da vida política em Angola, orientado pelo slogan” Melhorar o que está bem, corrigir o que está mal ”. É sob o signo deste slogan que o MPLA e o seu candidato eleito deram início a uma nova dinâmica de governação, introduzindo os ajustes necessários na economia na perspetiva de torná-la mais diversificada e menos dependente do petróleo, em conformidade com as regras de uma economia de mercado, proporcionando a exploração de outros recursos naturais e outros serviços, assegurando assim, mais emprego para os jovens e mais desenvolvimento para o país. As transformações económicas no nosso país, têm sido acompanhadas por um longo processo de reformas do estado e do sistema judicial, numa combinação que assegurará uma melhor oferta de bens e serviços a população, mais justiça social e uma melhor qualidade de vida para o nosso povo, realizando assim um dos principais objectivos do MPLA.
Não me alongo mais sobre esta matéria porque um Membro do Secretariado do Bureau Político do nosso Partido, no quadro da agenda desta reunião prestará, com mais detalhes, informações sobre o nosso país.

Estimados Camaradas,

Minhas Senhoras e meus Senhores,

Esta reunião realiza-se igualmente num contexto internacional difícil. A paz mundial está ameaçada pela falta de diálogo permanente e multilateral, no quadro das Nações Unidas, com vista a resolução pacífica dos vários conflitos existentes nas várias partes do nosso planeta.
No médio oriente, proliferam conflitos; o conflito Israel/Palestino, o conflito Sírio, o conflito do Iraque e outros que perduram já no tempo e não se vislumbram um fim próximo.

Aqui em África, são vários os conflitos que registam alguma longevidade, alguns dos quais vão assumindo contornos cada vez mais complexos pela variedade e formas modus operandi e suas conexões com grupos perigosos de outras origens. Estamos a falar dos conflitos na região dos Grandes Lagos, na Somália, na Nigéria, na Líbia, no Sudão, na República Centro Africana, no Mali, nos Camarões e em tantas outras localidades deste continente, rico em recursos naturais e culturais, que de certa forma, tais conflitos obrigam a que uma grande parte dos jovens e não só destas regiões, emigram de forma ilegal e em condições desumanas, sujeitos a horríveis sevícias que se assemelham ao tratamento que num passado longínquo eram concedidos aos escravos.
Muito recentemente as redes sociais mostraram as tristes imagens registadas na Líbia.
Como é sabido, estes conflitos, ceifam vidas humanas, mutilam jovens, destroem a natureza e as infraestruturas, propicia o tráfico de recursos naturais, e abre espaço a fome a miséria, pobreza, as grandes endemias e ao fenómeno migratório estimulado por criminosos que praticam o tráfico de seres humanos, inviabilizando, deste modo, qualquer perspectiva de desenvolvimento socio-económico.
Dizíamos que, o nosso continente é rico em recursos naturais, mas pobre em termos de desenvolvimento. Agostinho Neto, disse um dia que “África parece um corpo inerte onde cada abutre vem debicar o seu pedaço”, uma clara alusão a pilhagem dos seus recursos, a exploração das suas gentes e a um paradigma injusto de cooperação que estimula a corrupção e outros crimes.

Estimados Camaradas,

Minhas Senhoras e meus Senhores,

Estes são os desafios que temos de enfrentar com determinação e com união para que possamos em conjunto debelar as crises e os conflitos que pairam no nosso continente e no mundo que vivemos.
Ditam os nossos valores, os valores da Internacional Socialista, que a paz das armas deve seguir-se a democratização das sociedades e, por esta via podemos assegurar o desenvolvimento, eliminar as assimetrias e combater as mais variadas endemias que assolam os nossos povos.
Saudamos com a maior satisfação, pelo facto da temática da paz estar sempre presente na agenda da Internacional Socialista. A paz é um património da humanidade que todos nós devemos lutar pela sua conquista e preserva-la. Assim disse, um dia, José Eduardo dos Santos, o Presidente do nosso Partido.
Gostaríamos de assegurar que no quadro da Internacional Socialista e de outros fóruns internacionais, o nosso engajamento em prol da paz será total.

Estimados Camaradas

Minhas Senhoras e meus Senhores

Terminamos, augurando os melhores sucessos para esta reunião do Comité África da Internacional Socialista e solicitar a vossa compreensão para eventuais falhas que possam ter ocorrido ou ocorrer no decurso da vossa estadia no nosso país.

Muito obrigado pela vossa atenção